say a little prayer.
sunday, 8th, november, 2009.

Acho que vocês já repararam que eu estive ausente. Só vim avisar que vou continuar assim. Por, no mínimo, mais três semanas. Se eu tiver sorte, durante mais de um mês. Rezando.



meu adorável cupido.
tuesday, 13th, october, 2009.

Meu cupido é um menininho levado, completamente sem limites, de cabelos cacheados num tom de marrom brilhante, e olhos azuis. Como toda criança, ele gosta de pular em poças de lama, com sua roupa branca, gosta de correr atrás de pássaros e de atirar galhos para os cachorros pegarem. Ele venera a diversão e nada além dela. Eu não posso culpá-lo. Apesar de ser, na idade dele, uma menina já nerd e viciada em livros, eu também aprontava as minhas.

Quando me foi apresentado, tive medo. Quer dizer, eu queria um cupido sério, respeitoso, e, de preferência, muito experiente. Eu queria que ele acertasse a flecha do amor de primeira, OPA! Mas quem sou eu pra negar aquele que me foi destinado e que chegou frente aos meus olhos de uma maneira tão tímida e encantadora? Ninguém. Ele sorriu, piscou algumas vezes e estendeu a mão. Eu já tinha sido conquistada por ele. Mas levei um choque quando apertei a sua mão. HAHA! É, nossa relação seria complicada, mas eu sabia que me divertiria infinitos com ele.

E não estava errada. Desde então, ele tem acertado a flecha em pessoas que não fizeram muita coisa além de simplesmente me divertir. Cada um dos meus poucos relacionamentos foi construído à base de risadas, de piadas, de cócegas e de muito carinho. Em nenhum meu cupido acertou. Mas, também, como poderia? Ele é uma criança, apenas, e não está preocupado com o amor e com a minha busca pela minha alma gêmea. Aliás, acho que nem eu estou preocupada com isso. Na minha id... Na nossa idade, a gente quer só se divertir. Com o tempo e com a quantidade de flechas que ele tem atirado, aposto que UM DIA ele acaba acertando.

Pensando bem, a minha relação com o meu cupido não é complicada. Pelo contrário, os alvos deles fazem com que ela seja simples, fácil e tranqüila. O amor, o "pra sempre"... Eles só tornam as coisas menos divertidas. Pelo menos, é o que nós achamos. Não é, Cupid? ;D

pauta para o Blorkutando



sempre assim.
sunday, 4th, october, 2009.

Silêncio. De repente, um barulho agudo, beirando o insuportável. Em cinco minutos, ou menos, ele beira o suportável. Em seguida, ele não existe mais. Vício em remédios. A príncipio, uma sensação de alívio. Depois, o efeito não é o mesmo. Essas são situações em que seu organismo se acostuma. Acomodar-se pode não significar felicidade, mas eu considero um mecanismo de defesa.

Porque, depois de tanto tempo, isso simplesmente não dói mais como doía. Depois de tanto tempo, as ações são previsíveis, o futuro já não é tão incerto. Nada te surpreende, exceto o fato de que você já não sente o mesmo em relação a isso. Apesar de preferir que seu coração dispare e que você pense: Nossa, não imaginei que seria assim... É fácil aceitar que você já sabia que seria assim.

Afinal, é sempre assim. E, para bom entendedor, meia palavra basta.



trilha sonora de uma pessoa inconstante.
sunday, 13th, september, 2009.

Era um belo dia de verão, eu passeava pelas páginas da internet, até que li algo que me deixou boquiaberta. Um amigo meu estava reclamando de mim para uma amiga minha, que o consolava, dizendo: Relaxa, a Nanda é uma pessoa de momentos. Eu tive vontade, na hora, de me enfiar embaixo das cobertas e nunca mais sair dali, achando que o mundo me odiava por ser inconstante, e que minha vida nunca mais seria a mesma. E o pior de tudo isso? Eu não estou exagerando quanto à minha reação. É claro que depois de algumas horas, tudo voltou ao normal e meu desespero, ainda que devagar, passava. Parei para refletir sobre aquilo, para ver se deveria mudar... cheguei à conclusão de que não, de que tudo era como deveria ser.

Sim, talvez eu não fosse a pessoa mais previsível da Terra, mas por que tinha que agir como se aquilo fosse ruim? Uma hora eu tinha uma súbita vontade de abraçar todos ao meu redor e, no segundo seguinte, tudo o que eu gostaria é que eles sumissem de vez. Eu nunca sabia como estaria me sentindo dali a alguns minutos, mas acho que isso nunca me preocupou muito. Não é algo muito agradável, principalmente para aqueles que convivem comigo, mas acho que hoje eu tenho isso sob controle. Acho.

Enfim, eu enrolei bastante, para chegar a uma conclusão: a minha trilha sonora ainda não está feita. E, apesar de não ter chegado a 50% dela, acho que não haveria CD's, DVD's, HD's com capacidades astronômicas que pudessem guardar as minhas músicas. Aquelas músicas que marcam um momento, um ano, uma data e, principalmente, uma pessoa. E, no post de hoje, eu quero dividir com vocês algumas dessas músicas.

A primeira de que me lembro remete aos meus cinco anos e era tão brega, mas tão brega que vocês provavelmente terão arrepios, só de ler o título. Eu faço mais uma linha rock, pop, mas meu pai não sabia disso quando cantava, todas as noites, Pense em Mim, do Leandro e Leonardo, para que eu dormisse, enquanto passava uma fralda de pano pelo meu rosto. Até hoje, ele diz que "pai é bicho tonto". Vai entender.

Stigmatized, do The Calling, certamente nunca vai sair da minha playlist. Ela era o tema de namoro do meu primeiro amor. Até hoje eu me lembro das madrugadas ao telefone, em que ele cantava essa e outras da banda, pra mim, baixinho, porque não podia acordar os pais. E eu cobria a cabeça com o travesseiro, colocava no mudo e acompanhava a letra com ele. Me apaixonei por Alex Band desde a primeira vez em que ouvi a sua voz e, até hoje, ouço suas músicas.

Patrick Nuo e qualquer uma de suas músicas marcaram a minha primeira amizade verdadeira. Ela era absurdamente apaixonada por ele. Eu não. Tá certo, o cara é um arraso, fisicamente falando, mas eu nunca fui fã de suas letras. Isso não era desculpa, pra ela que me fazia ouvir as músicas dele sempre que tinha uma oportunidade para isso. Justin Timberlake também teve seu espaço, na nossa amizade. E muitos outros homens deliciosos bonitos.

Irreplaceable, da Bèyonce. Vamos encarar a verdade: a mulher é linda demais, tem um corpo fantástico, dança de um jeito que deixaria Rita Baiana com inveja e, se tudo isso (e o dinheiro) não bastasse, ela tem uma voz que me dá arrepios. Eu era louca por essa música e sabia a letra de cor. É claro que eu cantava o dia inteiro, e sempre Irreplaceable. Durante a aula e fora dela. Em frente à minha carteira, se sentava uma menina relativamente tímida, com os seus olhos verdes e cabelos cacheados rebeldes. Nós nunca tínhamos trocado mais do que meia dúzia de palavras e ela era obrigada a agüentar a minha voz durante horas. Até que ela se virou pra mim e ficou me encarando. Eu fiquei quieta, instantaneamente, porque era óbvio que ela já estava ficando irritada com a cantoria toda. Ela pediu que eu continuasse, eu ri, disse que tinha vergonha e, desde então, apesar das pedras no caminho (quem nunca teve obstáculos?), eu me recuso a largá-la. Usando suas palavras, eu não a amo. O que eu sinto por ela ainda não tem nome.

Pensando melhor, acho que não são exatamente as músicas que marcam a minha vida, mas as pessoas. Aliás, tenho certeza disso. O som é só uma das maneiras que eu encontro pra poder guardar as lembranças em cada pedacinho de mim. Eu vivo de momentos, eu sou o momento, mas esses indivíduos... Ah, eles são todos atemporais.

Well I know the road is long, but I'm staying strong. So don't cry, 'cause this is not my last goodbye. I'll keep holding on, I'll keep singing my song.




the girl
fernanda nanda/nan. dezoito anos. materialista de coração. preocupada com assuntos políticos e ambientais, mas ainda assim não tem fundos para lutar por eles. seu futuro é, amém, na faculdade de direito do largo são francisco. fala de si mesma na terceira pessoa, aparentemente. apaixonada por design e livros. música é indispensável. preguiça eterna. folga idem. ignorância é repugnante. introvertida, ao que parece. crises existenciais constantes. uma pessoa difícil, é o que dizem. suportável, talvez.
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the blog
Criado no dia três de janeiro/2009. Costumava ser ApplePie. Feating: Amanda Seyfried, Kristen Stewart, Blake Lively, Emma Roberts. O nome é pela música da Rihanna. Em suma, trata-se de reabilitação por problemas amorosos (por mais piegas que possa parecer). Combinava com a fase na vida da autora. Melhor visualizado no Firefox.
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